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A UMBANDA POR DETRÁS DA RITUALÍSTICA.

03/11/2011

Muitas pessoas acreditam que a Umbanda é uma religião onde as reuniões começam com “músicas”, depois os médiuns são tomados por espíritos, e que estes acendem velas, fumam, bebem, conversam com a assistência e depois vão embora e está tudo encerrado.

Essa é uma visão muito minimizada e desfocada da real Umbanda. É fato que o que acontece no terreiro em dias de gira não é nem 1/10 do que realmente está ocorrendo em torno dos trabalhos, e esta outra parte dos trabalhos, poucos tem o privilégio de conseguirem enxergar com os olhos da alma.

Que as entidades que militam na Umbanda são muito mais evoluídas do que nós encarnados, já estamos carecas de saber, e já vimos isso em posts anteriores. Aí você se pergunta: “Ok. Então, se são mais evoluídos, por que vêm fumar, beber, comer doces e tudo mais dentro de uma Casa de trabalho”?

Este é o objetivo deste nosso bate-papo! Vamos esclarecer o significado da bebida, do fumo, dos toques do atabaque, das velas, enfim, hoje você terá o prazer de conhecer um pouquinho de uma Umbanda que, provavelmente, você ainda não conhece. Se já conhece, vale a pena continuar lendo o post, porque vai que…

A Umbanda é uma religião onde a magia se faz muito presente e é bastante utilizada pelos médiuns e pelas entidades (por estes últimos principalmente).

Os atabaques e pontos cantados são utilizados para criar ondas vibratórias que facilitam a tarefa de tomada do mental do médium por parte das entidades.

Para alguns, uma vela pode ser apenas um pedaço de parafina com um pavio no meio, branca ou colorida, e que serve apenas para produzir luz. Para a Umbanda, não.

Na Umbanda, nós utilizamos a vela com essa mesma utilidade produção de luz quando queremos apenas iluminar algo. Mas durante as giras, por exemplo, as entidades e os médiuns bem instruídos utilizam a vela para abrir uma porta de comunicação entre duas realidades, e através dessa porta, poderão descarregar energias negativas ou buscar energias positivas que o consulente esteja precisando naquele exato momento.

O mesmo ocorre com os pontos riscados com a pemba consagrada.

E a defumação? Quanta gente faz cara feia para a nossa “fumaça” sagrada!

A defumação pode parecer apenas fumaça, mas na verdade, ali está sendo utilizada energia concentrada dos vegetais somada à energia do fogo e ar. Através do ato de defumar uma casa ou pessoa, conseguimos mudar por completo a estrutura energética do local ou do ser humano, quebrando forças negativas e deixando um campo energético mais favorável para que a espiritualidade possa trabalhar em plenitude.

Da mesma forma são utilizados o fumo (charuto, cachimbo e cigarros variados) e a bebida (café, vinho, chá, pinga, uísque, espumante, entre outras). Ambos são manipulados majestosamente pelas entidades para descarrego de energias mais densas ou energização. O tabaco é uma planta de poder dentro da Umbanda e possuidora de energia muito forte. O álcool da pinga, por exemplo, é feito a partir de outra planta de poder na Umbanda: a cana-de-açúcar. E, como nosso congá fica mais vivo e belo com os vasos de flores, não é verdade?

As flores no congá não são apenas para embelezá-lo. As plantas, quando têm seus poderes ativados corretamente, são valiosos filtros sugadores de energias negativas também. E que aroma maravilhoso as frutas deixam em nossa Casa…

Pois é! Até mesmo “simples” frutas, legumes, raízes e ervas têm energias muito utilizadas dentro de uma Casa de Passes a favor de todos. Delas podemos extrair energia elemental, valiosa para promover a energização e reequilíbrio dos chacras. Basta saber qual e como usar em cada caso.

Mas a principal magia ocorre longe de nossos olhos. No astral, milhares de espíritos são socorridos, atendidos e encaminhados para o devido tratamento, de acordo com a necessidade e merecimento de cada um, sem nem mesmo os médiuns terem conhecimento.

Esta força de atuação no astral é composta por um verdadeiro exército de espíritos, que carregam a bandeira de Oxalá em um trabalho de extrema dedicação, doação e harmonia. Eles estão lá unicamente por amor aos seus semelhantes, ajudando na evolução de cada um, e não pedem nada, ABSOLUTAMENTE NADA em troca.

São médicos, cientistas, grandes mestres, sábios, especialistas em magias, mirongueiros e muito mais, cada qual com seu conhecimento e “vestido” de seu arquétipo (preto s velhos, caboclos, baianos, exus, madames, crianças, ciganos etc.), conseguindo assim uma maior proximidade de nós, mas todos dedicados e unidos para um mesmo fim: CARIDADE AO PRÓXIMO.

Esta é a verdadeira Umbanda! É o trabalho conjunto de encarnados e desencarnados, em prol de seus semelhantes, para o fortalecimento da paz, do amor e do respeito entre tudo e todos, não importando sua cor, credo, grau de instrução, sexo, preferência sexual, idade, erros e acertos.

Levante a bandeira de Oxalá você também e ajude a construir um mundo melhor para nossas famílias, amigos e claro, para as futuras gerações.

Axé a todos!

por Cristiano Janjacomo

Casa de Passes e Caridade “Tenda de Umbanda do Pai Benedito”

SACERDÓCIO VOCACIONAL UMBANDISTA

03/11/2011

A Umbanda, ao longo de mais de cem anos tem ajudado tantas pessoas com seu meritório trabalho socorrista espiritual, que se destaca entre as várias religiões existentes no país.

É vista pelas religiões “cristãs” como mais uma seita de “pagãos”, fetichista ou animista. O que, de fato, não tem nada haver com Umbanda e se faz necessário pesquisar o significado correto da palavra seita, pois o que é contrário do bem a Umbanda não pratica. Por mais que vejamos na mídia pessoas desequilibradas dando suas versões dos fatos sobre coisas horripilantes que acontecem e assim depositando tudo na conta da Umbanda, uma coisa é certa: – O mal sempre existiu e sempre existirá, independente das milhares religiões que se possa conceber na terra. Até porque o ser humano pode criar as “Formas-Pensamento”, tanto com sentimentos de amor, carinho, perdão, etc, como ódio, inveja, ganância, luxúria, rancor que acaba por desenvolver essas “formas” e depois fica alimentando no seu íntimo, e isso sem precisar de religião não é mesmo?

Dentro do culto umbandista há todo um reconhecimento por parte dos fiéis e eles bem sabem que, em dado momento chegaram para serem ajudados, pois estavam sofrendo com a desorientação espiritual, perturbadas, obsedadas, desequilibradas, doentes nos corpos sutis, desempregadas, desesperançadas, etc. E ao longo dos trabalhos, que é a mesma coisa que culto, foram amparadas e assim lhes foi devolvida a paz, a harmonia e a esperança em um Deus Universalista.

Certamente, se alguém tiver o merecimento receberá da Umbanda o que veio clamar através dos Seus Divinos Orixás. Muitas pessoas são ajudadas de alguma forma na primeira “consulta” com o guia espiritual. Já outras, às vezes demora para serem ajudadas, pois também há a necessidade de uma reforma íntima por parte da pessoa, de curar o seu interior, de se perdoar para depois começar a perdoar os outros etc. Uma coisa que aprendi ao longo dessa jornada é que: -Tudo é dado segundo seu merecimento, suas necessidades e sua compreensão.

Mas também há aqueles que não se encontram com Deus nem consigo, indo a várias tendas, templos, centros, ilês etc.

Porque, é claro, a reforma íntima não está por acontecer nem mesmo querer se ajudar, achando que um Servidor de Deus, o Guia espiritual vai fazer alguma maldade somente para satisfazer o ego inflado ou ferido desse ser que está desequilibrado na sua forma de pensar.

Depois sai espalhando que a “macumba”, (que talvez nem faz ideia do que seja o significado dessa palavra) que estava tentando fazer não deu certo. Será que o problema está nos lugares onde buscava ajuda ou consigo mesmo?

Mas a Umbanda está muito bem preparada para ajudar as pessoas que vão às suas tendas para resolver seus problemas e depois se afastam, só voltando quando os problemas e aflições surgem novamente. Mas ela não se preparou para acolher estas pessoas com níveis diferentes de mediunidade e nem com diferentes sensos de religiosidade, convertendo-as e doutrinando-as, integrando-as e fazendo com que elas se sintam verdadeiros umbandistas, sem receios e medo da felicidade no caminho de volta a morada espiritual. Ou você acha que vamos viver eternamente aqui na terra?

O fato é que, se agirmos dessa forma nesse caso, não estaremos preparados para sermos seus sacerdotes de fato, mais sim, só estamos preparados para socorrê-las e mandá-las para suas casas de novo, onde continuarão a se sentirem cristãs.

A nossa proposta, amparada pelos mentores espirituais da Umbanda é inovadora e visa criar um corpo de sacerdotes umbandistas que possam formar grupos de adeptos, convertê-los em ritos específicos e conduzi-los. – Sabemos que muitos dirão que “isso não é Umbanda”! Mas, será que os Sagrados Orixás só se dispõem a amparar os trabalhos espirituais ou a receberem oferendas e pedidos de ajuda por esse meio? Será que eles não têm o poder Divino de sustentarem as pessoas a partir dos sentimentos de fé e amor que elas vibram por eles? Será que, para cultuar Deus e Seus Divinos Orixás todo mundo precisa incorporar?

Será que a contemplação e as orações em cultos coletivos não alcançam essa classe de

Divindades de Deus?

Se os Orixás não fossem capazes de fazer isso pelas pessoas que os amam e que querem trazer essa Energia Divina para próximo, não seriam Divindades de Deus e sim meros espíritos que ficam se vendendo por qualquer copo de pinga ou champanhe com charuto.

A Umbanda vai muito mais além.

Daí advém a ideia de estudar a religião que se professa para conhecer os fundamentos e mistérios que a envolvem-na.

Parte do texto adaptado do livro Tratado Geral de Umbanda- Saraceni, Rubens.

 

Por Vinicius M. Cardoso.

Dirigente do T.E.U.S. Pena Branca e Ogum Megê

 

Amor…

26/10/2011
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Hino da Umbanda

26/10/2011

O Hino da Umbanda foi composto na década de 60, há cerca de 46 anos, por um cego que em busca de sua cura foi procurar a ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Embora não tenha conseguido a cura por ser sua cegueira cármica, ficou apaixonado pela religião e escreveu uma canção para mostrar que poderia ver o mundo e nossa religião de outra maneira. Apresentou a composição ao Caboclo das Sete Encruzilhadas que gostou tanto que resolveu apresentá-la como Hino da Umbanda, o qual em 1961, no 2º Congresso de Umbanda, foi oficializado para todo o Brasil.

É importante saber que não se deve repetir a ultima estrofe do hino; que em sinal de amor e respeito pela religião coloca-se a mão direita sobre o peito e que, como para qualquer hino, não se deve bater palmas ao final de sua execução, as palmas acontecem quando saudamos a Umbanda

Refletiu a luz divina

com todo seu esplendor

É do reino de Oxalá

onde há paz e amor.


Luz que refletiu na terra

Luz que refletiu no mar

Luz que veio de Aruanda

Para tudo iluminar.


A Umbanda é paz e amor,

é um mundo cheio de luz,

é a força que nos dá vida

e a grandeza nos conduz.


Avante filhos de fé,

como a nossa lei não há,

levando ao mundo inteiro

a bandeira de Oxalá!


Uma semana de muita paz e amor a todos! Axé!

Escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags:

Palha-da-costa

06/07/2011

 Palha-da-costa é a fibra de ráfia, conhecida como ìko pelo “povo-do-santo”, extraída de uma palmeira chamada Igí-Ògòrò pelo povo africano. No Brasil, recebe o nome de Jupati, cujo nome científico é Raphia vinifera.

No Candomblé representa a eternidade e transcendência, como prova da imortalidade e reencarnação, utilizado na confecção das roupas dos Orixás, em especial Obaluayê, Omolu (Sakpata).

Seu uso é indispensável na iniciação feitura de santo no sentido de proteger a vulnerabilidade dos neófitos.

Esta mesma palha trançada com espessura de um dedo mindinho e comprimento de um metro, chama-se Ikan, popularmente chamado de contra-egun pelos leigos e até mesmo pelo povo de santo.

Geralmente amarrado nos braços e cintura dos iniciados, com a finalidade de afastar as energias negativa e espírito malévolo, impedindo a incorporação de egun (espírito de morto).

• “Umbigueira” : (recebe este nome quando é amarrado na cintura);

• “Mokan”:  (recebe este nome quando é ornado com búzio da costa), é um colar de palha trançada que é usado no pescoço junto com o delogun e seu comprimento é até o umbigo.

• “Contra-egun”:  (recebe este nome quando é amarrado na dobra da parte inferior da junção entre braço e ombro).

06/07/2011
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